quinta-feira, 11 de junho de 2020
Encontro de almas
Foi à beira daquele rio, andávamos à pé
trocando ideias aleatórias
Estava frio, você segurou minha mão
e me pediu para ter fé
(e todos os dias eu tive, até quando fostes embora)
Foi naquele dia, tive a certeza
que te permitiria partir meu coração
Sem ressentimentos, apenas tristeza
de um consciente amor de verão
(ou inverno, no nosso caso)
Te guardo no nosso infinito de dias contados
na lembrança do sorriso e nas inseguranças trocadas em frente ao Nilo
Como um dos meus maiores aprendizados
de ser um pouco mais você, um pouco mais incrível
da liberdade em ser despreocupado
Mas não se importe amor, porque agora conheço seu segredo
Da dor guardada no olhar espontâneo
Daqui, ainda tenho medo, mas no azul oceano
Dos olhos teus de menino, abrigo-me no conto
desse encontro de almas proporcionado pelo destino
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